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sábado, 26 de outubro de 2013

Técnica desenvolvida por pesquisadores americanos e ingleses utiliza células do próprio paciente para a restauração capilar. Implante poderia ser utilizado também por mulheres com queda acentuada de cabelo e pessoas com queimaduras

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Columbia, em Nova York, e da Universidade de Durham, na Inglaterra, desenvolveram um método de restauração capilar que induz o crescimento de cabelo utilizando células do paciente. Segundo os cientistas, a nova técnica pode aumentar significativamente a utilização do transplante de cabelo para as mulheres que sofrem com queda acentuada e que têm dificuldade em conseguir doadores, bem como para os homens nos estágios iniciais da calvície e pessoas com queimaduras. O estudo foi publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

- Cerca de 90% das mulheres com queda de cabelo não são candidatas a uma cirurgia de transplante pela pouca quantidade de doadores - disse Angela M. Christiano, uma das líderes do estudo, da Universidade de Columbia. - Este método oferece a possibilidade de induzir um grande número de folículos pilosos (estrutura dérmica que atua na produção de pelos) ou rejuvenescer os folículos existentes, começando com células cultivadas a partir de amostras de cabelos do paciente. Isso pode fazer com que o transplante de cabelo esteja disponível também para indivíduos com um número limitado de folículos, incluindo pessoas com marcas de alopecia (redução total ou parcial de pelos em uma determinada área), perda de cabelo decorrente de queimaduras e mulheres com queda acentuada.

Segundo Angela, pacientes com esses tipos de problemas capilares são contemplados apenas com remédios que reduzem a taxa de perda, mas normalmente não estimulam o crescimento de cabelo novo.

- As células da papila dérmica dão origem a folículos pilosos, e as noções de clonagem de folículos pilosos usando células da papila dérmica são conhecidas há 40 anos - afirma Colin Jahoda, da Universidade de Durham. - No entanto, uma vez que as células da papila dérmica são colocadas no tecido convencional, elas se transformam em células básicas da pele, perdendo a capacidade de produzir folículos pilosos. Então nós fomos confrontados com uma encruzilhada: como expandir um número suficiente de células para a regeneração do cabelo e manter as suas propriedades indutoras.

Para solucionar a questão, os pesquisadores se espelharam em experiências com roedores. Criada por Jahoda anteriormente, uma técnica capaz de retirar, clonar e transplantar as papilas de ratos de volta em sua pele foi a base da pesquisa. A principal razão para que o cabelo do roedor seja transplantado com sucesso, segundo os cientistas, é que as suas papilas dérmicas tendem a agregar-se espontaneamente no tecido (ao contrário da papila humana). As células agregadas formariam, assim, seu próprio ambiente extracelular, o que permitiria que a papila interagisse e liberasse sinais para que o tecido receptor fosse reprogramado para produzir novos folículos capilares.

- Essa técnica apontou que se nós produzíssemos papilas humanas de tal forma a incentivá-las a se agregar nos tecidos como as células dos roedores faziam espontaneamente, poderíamos criar as condições necessárias para induzir o crescimento do cabelo na pele humana - declarou Claire A. Higgins, autora principal da pesquisa.

Os pesquisadores colheram papilas dérmicas de sete doadores humanos e clonaram suas células em tecidos, sem adicionar potencializadores de crescimento. Após alguns dias, as papilas cultivadas foram transplantadas entre a derme e a epiderme da pele humana, que tinham sido enxertadas nas costas dos ratinhos . Em cinco dos sete testes, os transplantes resultaram em crescimento de cabelo novo, que durou , pelo menos, seis semanas. A análise do DNA confirmou que os novos folículos capilares eram humanos e que eram geneticamente compatíveis com os doadores.

- Esta abordagem tem o potencial de transformar o tratamento médico de perda de cabelo - ressaltou Angela. - Medicamentos de perda de cabelo atuais tendem a retardar a perda dos folículos pilosos ou potencialmente estimular o crescimento dos cabelos existentes, mas não criam novos folículos. Nem o transplante de cabelo convencional, que transfere um determinado número de pelos da parte de trás do couro cabeludo para frente. Nosso método, no entanto, possui o potencial para realmente criar novos folículos capilares utilizando as células do próprio paciente. Isto poderia expandir a utilidade da cirurgia de restauração de cabelo para as mulheres e para pacientes mais jovens. Hoje ela é muito restrita para o tratamento da calvície de padrão masculino estável.

Apesar do resultado positivo, os pesquisadores afirmam que mais testes devem ser feitos antes que o método possa ser testado em seres humanos.

- Precisamos estabelecer as origens das propriedades intrínsecas do cabelo recém-formado, tais como cinética de seu ciclo celular, cor, ângulo, posicionamento e textura - afirma Jahoda. - Nós também precisamos estabelecer o papel das células da epiderme que interagem com as papilas dérmicas, para criar novas estruturas. A equipe está otimista de que os ensaios clínicos poderiam começar em um futuro próximo. Eu também acho que este estudo é um passo importante em direção ao objetivo de criar uma pele de substituição com folículos pilosos para uso em pacientes com queimaduras, por exemplo.

Fonte: Jornal da Ciência.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A ferramenta institucional fica na própria página do CNPq e está disponível para navegação, consultas, leitura e pesquisa dos usuários, informa o site do MCTI

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) lançou, na tarde desta terça-feira (22), a sua nova plataforma voltada à popularização da ciência. A ferramenta institucional fica na própria página do CNPq e está disponível para navegação, consultas, leitura e pesquisa dos usuários.

A cerimônia de lançamento foi realizada no estande do CNPq, na décima edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) no Distrito Federal, que está sendo realizada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília.

A plataforma está localizada na aba "Popularização da Ciência" no alto da página da agência de fomento. Ao ampliar a divulgação científica brasileira, a nova plataforma oferece informações bastante detalhadas e de fácil entendimento pela sociedade. Entre os itens próprios para consultas estão três grandes áreas do conhecimento científico: Exatas, da Terra e Engenharias; Biológicas, Saúde e Agrárias; e Humanas e Sociais. Um quarto item, este voltado a Inovação, completa o rol de temas prioritários selecionados pelo CNPq.

Segundo o presidente da agência, Glaucius Oliva, a reorganização do site institucional possibilita a ampliação da difusão do conhecimento adquirido pela comunidade científica nacional. "Esta grande nova plataforma é um instrumento de divulgação marcante dos resultados das pesquisas no Brasil. É muito importante dizer para a sociedade o que a ciência esta fazendo no país", ressaltou.

Temas Os temas no canto esquerdo superior da plataforma oferecem uma vasta quantidade de informações relacionadas às iniciativas conduzidas ou apoiadas pelo conselho. O primeiro tema, "Fazendo divulgação científica", remete ao conteúdo dos projetos de pesquisa cadastrados no portal, como imagens, vídeos e as publicações produzidas pelos próprios pesquisadores e enviadas para acesso aberto do público.

A interatividade também está presente neste subitem, que possibilita aos pesquisadores cadastro para que o seu projeto de pesquisa seja noticiado em uma linguagem explicativa e acessível a todos os públicos. A primeira entrevista concluída pela equipe do novo portal traz o pesquisador da área de bioquímica Leopoldo de Méis, dedicado ao esforço de tornar a ciência acessível para o público leigo.

"Prêmios", "Museus e centros de ciência", "Olimpíadas científicas", "Feiras e mostras de ciência", "Relatórios de pesquisa", Memória do CNPq" e "Programa editorial" são os demais temas com acesso aberto na área.

"Hoje temos 25 mil cientistas apoiados pelo CNPq, que enviam seus relatórios de pesquisa periodicamente para a instituição", disse Oliva. "Qualquer pesquisador pode ter temas selecionados para a produção de matérias ou explicar suas pesquisas em vídeos", explicou. "Com isso a sociedade aprende, de forma mais simples, o conteúdo das pesquisas desenvolvidas no país."

O estande do CNPq na SCNT do Distrito Federal está localizado dentro do estande do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pode ser visitado até domingo (27). Acesse o site da semana nacional e acompanhe a cobertura das atividades.

Fonte: Jornal da Ciência.

domingo, 6 de outubro de 2013

Aplicação de uma única dose combaterá os quatro tipos da doença identificados no mundo

O Instituto Butantan, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), inicia em outubro os testes em seres humanos de uma vacina contra a dengue. A vacina está sendo desenvolvida para combater, em uma única dose, os quatro tipos da doença já identificados no mundo. Segundo Alexander Precioso, diretor de Ensaios Clínicos do Butantan, nenhum outro país tem uma vacina como essa.

A vacina começou a ser desenvolvida em 2006, juntamente com os institutos nacionais de Saúde dos Estados Unidos. Os vírus foram identificados no país norte-americano e, posteriormente, transferidos para o Butantan, em 2010.

A técnica utiliza o chamado vírus atenuado. "Isso ignifica que o próprio vírus da dengue é modificado para que seja capaz de fazer com que as pessoas produzam anticorpos, mas sem desenvolver a doença", explicou Precioso.

Os cientistas já testaram a vacina em mais de 600 norte-americanos. "Os estudos lá mostraram que é uma vacina segura e que foi capaz de fazer com que as pessoas produzissem anticorpos contras os quatro vírus", disse ele. O pesquisador explicou ainda que, nesses voluntários, não foram observados efeitos colaterais importantes, apenas dor e vermelhidão no local da aplicação, sensação comum para vacinas.

Porém, como os Estados Unidos não são uma região endêmica para a dengue, nenhum voluntário que recebeu a imunização havia contraído a doença antes. No Brasil, os testes vão envolver também pessoas que já tiveram dengue.

O cientista disse que, com base em estudos publicados no Sudoeste Asiático e nos Estados Unidos, pacientes com histórico de dengue poderão receber a imunização sem risco à saúde. "No início do desenvolvimento da vacina lá [nos Estados Unidos], algumas pessoas receberam vacina monovalente, só de um tipo, e depois outra dose de um vírus diferente, para ver se quem já tinha o passado de dengue correria risco", explicou.Em uma primeira etapa dos testes brasileiros, que começam nesta semana, serão recrutados 50 voluntários da capital paulista, todos adultos saudáveis e que nunca tiveram dengue, com idade entre 18 e 59 anos, de ambos os sexos. Eles vão ser imunizados em duas doses, com intervalo de seis meses entre elas.

A próxima etapa vai incluir pessoas com histórico de dengue e a vacina será aplicada em dose única. Serão 250 voluntários da capital paulista e da cidade de Ribeirão Preto, no interior do estado.

"Nós trabalhamos com a hipótese de que ela [vacina] será trabalhada em uma dose, mas nos primeiros 50 voluntários serão duas doses", disse Precioso."Os resultados de lá [Estados Unidos] demonstraram que a vacina já atua apenas com uma dose. Como ela vai ser, pela primeira vez, utilizada em uma região endêmica de dengue, vamos avaliar os dois esquemas [uma ou duas doses] e os dois tipos de população [já tiveram ou nunca tiveram dengue]", acrescentou.

A terceira e última fase vai recrutar pessoas de diversas partes do país, de várias idades. "Ela vai gerar o resultado de que nós precisamos para solicitar o registro na Anvisa e, a partir daí, a vacina estará disponível". A previsão dos pesquisadores é de que a vacina chegue à população em cinco anos.

Fonte: Jornal da Ciência.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013


Coração Artificial

Vindo fresco na esteira de notícias do meio científico, está o coração artificial que cientistas conseguiram criar com sucesso utilizando uma impressora 3D, que é capaz de criar vários tecidos humanos como mini-rins por exemplo, a nova tecnologia está dando uma explosão de esperança para o futuro dos transplantes de órgãos. Pela primeira vez, uma equipe de pesquisa tem sido capaz de desenvolver o tecido do coração humano que bate de forma totalmente autônoma em uma câmara, uma espécie de “coração artificial” desenvolvido a partir de um coração retirado de um rato morto.

Como funciona esse coração artificial?


O tecido em si veio a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), que começou como células de pele humana madura e  “reprogramado” com sucesso para o um estado embrionário e, em seguida, induzida a se tornar a célula desejada, neste caso, aqueles com potencial para se tornar o tecido do coração ou células progenitoras multi-potenciais cardiovasculares (MCP). Este é o mesmo método que os cientistas utilizaram recentemente algo mais esdrúxulo; induzir o crescimento de dentes a partir de urina humana.
Coração artificial feito com impressora 3D a partir de um coração de um rato morto
Vídeo convertido em imagem, mostra o batimento do coração artificial.
A técnica essencialmente se resume na retirada de todas a células de um órgão (no caso um coração de um cadáver de rato, deixando somente a estrutura extracelular, ou seja a estrutura das células não é alterada, depois da remoção é injetado no interior uma mistura de células MCP, e fazendo o coração  artificial “crescer” em condições de esterilidade máxima. De acordo com o pesquisador sênior Lei Yang, PhD e professor assistente de biologia do desenvolvimento na Faculdade de Medicina de Pittsburgh (Pitt School of Medicine, Pittsburgh, Pennsylvania – EUA):
Este processo faz com que as MCPs, que são células precursoras que podem diferenciar-se em mais de três tipos de células de uso do coração, incluindo cardiomiócitos, células endoteliais e células musculares lisas. Ninguém tem tentado usar esses MCPs para a regeneração do coração antes. Acontece que a matriz extracelular do coração – o material que é o substrato da estrutura do coração – pode enviar sinais para orientar os MCPs para se tornar as células especializadas que são necessários para a função cardíaca adequada.
Depois de várias semanas, não só obtiveram o um novo coração artificial, mais o coração do rato foi totalmente reconstruído com as células humanas, que começou a bater de novo, porém na sua própria a uma taxa de 40 à 50 batimentos por minuto. Embora isso certamente seja uma realização incrível, o coração ainda não é completamente eficaz ao nível ser capaz de bombear o sangue ao longo de um corpo humano – a taxa do coração humano em repouso é em média 60 a 100 batimentos por minuto.
Ainda assim, considerando o fato de que uma pessoa morre de doença cardíaca a cada 34 segundos, isso é motivo mais do que suficiente para comemoração. E nós temos todas as razões para acreditar que, um dia, num futuro não muito distante, reparar um coração severamente danificado pode ser tão fácil como tirar uma biópsia de células da pele simples e renováveis ​​uma do seu próprio corpo.

domingo, 8 de setembro de 2013

Sucesso de pesquisa com vírus da gripe em roedores não significa bons resultados em humanos, alertam pesquisadores. (Foto: BBC)

A cura do câncer é o sonho de muitos pesquisadores e, nos últimos anos, uma técnica que pode revolucionar o tratamento da doença vem se aperfeiçoando: a virusterapia, o uso de vírus geneticamente modificados para atacar as células tumorais.
A Fundação Instituto Leloir, da Argentina, anunciou recentemente dois importantes avanços. Junto a colegas de Chile, Grã-Bretanha e Estados Unidos, os cientistas da instituição conseguiram adaptar um vírus que causa gripe e conjuntivite, o adenovírus, para atacar com sucesso o câncer de pele e de pâncreas em camundongos.


Sucesso de pesquisa com vírus da gripe em roedores não significa bons resultados em humanos, alertam pesquisadores. (Foto: BBC) 
 

O diretor da equipe do Leloir, Osvaldo Podhajcer, chefe do Laboratório de Terapia Celular e Molecular e pesquisador sênior do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet), disse à BBC Mundo que foi possível reduzir ou eliminar tumores sem danificar outros tecidos.
Isso ocorreu porque os cientistas modificaram o DNA de modo que o vírus só possa se reproduzir em células cancerosas.

A técnica representa um grande avanço em relação aos tratamentos convencionais para o câncer, como a quimioterapia ou radioterapia, que deixam sequelas graves.
Além disso, o trabalho pode ter um enorme impacto sobre a cura do melanoma e do câncer de pâncreas, duas das doenças mais mortais.
'Esses dois tipos de câncer são os menos propensos a receber tratamento não-cirúrgico', disse à BBC o oncologista Eduardo Cazap, presidente da União Internacional de Controle do Câncer (UICC, na sigla em Inglês).
 
Riscos

Quando se fala de um vírus geneticamente modificado, há sempre o temor de que esses avanços científicos representem um grande risco no futuro, a possibilidade de causarem uma pandemia.
Essa é a premissa do filme de 2007 Eu Sou a Lenda, com Will Smith, em que um cientista consegue curar o câncer, modificando o vírus da varíola, mas a mutação do vírus acaba convertendo todos os seres humanos - menos o personagem de Smith - em zumbis.

Neste sentido, os especialistas do Instituto Leloir disseram à BBC que optaram por trabalhar com o adenovírus porque é um vírus pouco perigoso, muito estável, o que exclui qualquer risco de mutação.
Na verdade, Podhajcer explicou que trabalhou com essas duas formas de câncer pela falta de tratamentos conhecidos e pela alta incidência na população.
 
O trabalho sobre o câncer de pâncreas foi feito em parceria com duas universidades do Chile, Concepción e Andrés Bello, o que é raro na América Latina. Os cientistas estabeleceram um marco ao compactarem o ADN para fazer com que o vírus se multiplique mais rápido.
O estudo foi publicado na revista "Molecular Therapy", da Associação Americana de Terapias Celulares e Genéticas.
Enquanto isso, a pesquisa sobre o câncer de pele foi feita em conjunto com as universidades de Londres, Birmingham e St. Louis, onde também houve progresso.
 
Mais eficácia
'Pela primeira vez conseguimos mudar geneticamente um vírus para tirar vantagem das características das células cancerosas e as atacar', disse Podhajcer.
Segundo o especialista, isso deu ao vírus 40% mais de eficácia. O trabalho foi publicado no "Journal of Investigative Dermatology".
Apesar da importância destes estudos, os autores ressaltaram que ainda é muito cedo para estabelecer se o impacto real será a cura para o câncer.
Primeiro, é preciso percorrer todas as etapas de testes pré-clínicos e clínicos, um longo processo que leva anos e exige grande financiamento.
Se tudo der certo, o Instituto Leloir estima que o tratamento estaria disponível em cerca de cinco anos.

No entanto, Cazap adverte que muitos casos de sucesso em roedores não funcionam em testes em humanos. 'O potencial dessas descobertas é muito interessante, mas você tem que ver se funcionam', disse ele.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013



Kelvin Li mostra protótipo de 'dente inteligente' desenvolvido em Taiwan. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)Kelvin Li mostra protótipo de 'dente inteligente' desenvolvido em Taiwan. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)
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Cientistas do Departamento de Ciência Computacional e Engenharia da Informação, na Universidade Nacional de Taiwan, em Taipei, apresentaram o protótipo de um ‘dente inteligente’.

O equipamento, que tem 1 cm de comprimento, é um sensor criado para ser encaixado no dente artificial com o objetivo de detectar os hábitos diários da pessoa, como mastigação, fumo, bebida, tosse ou excesso de comida.

O sensor é capaz de detectar os movimentos da boca e os fios enviam informações para os pesquisadores, de acordo com Kelvin Li, um dos pesquisadores responsáveis pela engenhoca.
Protótipo mede apenas 1 cm e é capaz de detectar hábitos alimentares de usuário. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)Protótipo mede apenas 1 cm e é capaz de detectar hábitos alimentares de usuário. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)
Voluntário testa protótipo de 'dente inteligente', capaz de coletar informações sobre hábitos do usuário. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)Voluntário testa protótipo de 'dente inteligente', capaz de coletar informações sobre hábitos do usuário. (Foto: Reuters/Pichi Chuang)
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